18 dezembro 2003

Boas férias!

Pensa Galiza-Blog, com apenas duas semanas de vida, despide-se até -aproximadamente- o dia 11 de janeiro do novo ano 2004. Enquanto não esteja de volta o serviço de contra-informativos, opinião, denúncia, etc., que este blog representa, recomendamos umas hiperligações para que não esqueçais que as cousas não são como a maioria as conta:


Deica!


Árvore de Natal na praça do Obradoiro, na capital da Galiza. (c)SUSANA SÉNS.


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  • Maus tempos para o asturiano


    A situação da língua asturiana é cada vez mais crítica, o seu estatus de matéria optativa no ensino nom garante o conhecimento, e nem a vontade duns poucos parece que seja de muita ajuda, pois os prejuízos tenhem muita força... ainda.


    O sindicato Suatea denunciou que as testes psicométricas usadas para avaliar o cociente intelectual dos alunos pontua negativa os monolíngües em asturiano -essencialmente procedentes das zonas rurais-, e emprazam-nos nos grupos de educação especial. As provas fazem-se em castelhano e valoram de jeito negativo o facto de o aluno lhes dar a expresiões castelhanas o seu equivalente asturiano ou também o escrever nomes de animais, plantas, etc., nessa língua.


    Outro facto recente está relacionado com o estatus da língua asturiana no sistema educativo do Principado: apenas matéria optativa. As matérias optativas requerem para a sua ensinança um mínimo de alunos matriculados para serem impartidas -isto nom sempre se cumpre e existem muitos casos de matérias impartidas a um único aluno-. Uns pais de Uviéu vírom-se obrigados a lhe dar aulas de asturiano à sua filha de primeiro da ESO por conta própria, pois ao não haver um número mínimo de alunos matriculados dessa matéria no instituto 'Monte Naranco' -só três-, a rapariga foi trasladada às aulas de francês, a outra língua optativa ensinada no centro.


    De todo isto podemos deduzir que o asturiano está sendo tratado como uma língua estrangeira dentro do seu próprio país e que os falantes desta língua estão sendo desqualificados unicamente por preconceitos e não por critérios razoáveis. Ademais, o asturiano sofre outra ameaça da mão das entidades espanholistas que qualificam esta língua como um dialecto do castelhano, adiando a sua plena oficialidade no principado. Actualmente, apenas em Miranda-do-Douro -Portugal- o asturiano tem uma certa oficialidade, sob o nome, isso sim, de 'mirandês'.

    Para mais informação:



    Mapa do domínio lingüístico asturo-leonês.


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    Mais uma 'boutade' de Fraga

    Manuel Fraga Iribarne, presidente da 'Xunta de Galicia', veu de afirmar ontem e hoje também que o exército está aí por se é preciso para garantir a ordenagem constitucional no Reino da Espanha.

    Fraga Iribarne é desses indivíduos adoradores do totalitarismo que um dia percebem que as cousas mudárom e que também eles tenhem de mudar a pele. No entanto, ele apenas mudou as formas, jamais o fundo do seu ideárium: ultranacionalismo espanhol de direitas, integrismo católico e totalitarismo. Após da morte de Franco, os franquistas dividírom-se entre os partidários do continuismo e os que procuravam reformas. Fraga aglutinou o 'núcleo duro' do regime filo-fascista e criou Alianza Popular, mentres que os reformistas criárom a Unión Democrática de Centro (UCD) -afinal as duas formações políticas acabariam convergendo no Partido Popular que dirigiria José Mª. Aznar, afilhado político de Fraga-. Mas apesar da chegada da democracia ao Reino da Espanha, o político basco-galego -mas, sobretudo, espanhol- nunca renunciou à sua ideologia fascista e, como bem conta Gustavo Luca de Tena, ele sempre estivo orgulhoso do seu passado.

    As suas menções ao papel do exército que recolhe a Constituição são boa prova do seu totalitarismo, que sempre está latente apesar de não sabermos quando o deixará sair como se duma explosão volcânica se tratasse. Sendo ministro de Franco respondeu verbo duma manifestação que "yo a cierta gente no la fusilaba: la colgaba de los cojones" ou que defenderia "con la legimidad de las metralletas" o câmbio político na Espanha. Por não falar da sua autodefinição: "un liberal que fusila gente". As ameaças pouco subtis de Fraga aos governos catalão e basco verbo do papel do exército lembram-nos uma das legendárias frases de Dom Manuel: "Cataluña fue ocupada por Felipe IV, fue ocupada por Felipe V, que la venció, fue bombardeada por el general Espartero, que era un general revolucionario, y la ocupamos en 1939 y estamos dispuestos a volverla a ocupar tantas veces sea necesario y para ello estoy dispuesto a coger de nuevo el fusil. Por consiguiente, ya saben Vds. a qué atenerse, y aquí tengo el mosquete para volverlo a utilizar".

    Não é que Fraga se esteja fazendo maior e que diga animaladas, senão que ele sempre foi assim. E é agora, na sua velhice, quando menos parece controlar os seus câmbios de humor para dizer o que realmente pensa. Eis a gente que nos governa.

    (1) Fraga, retrato de un fascista. Gustavo Luca de Tena (Ed. Kale Gorria liburuak).

    Para mais informação:

    • Aznar i PP, hereus del feixisme (está em catalão). Aznar e o PP, herdeiros do fascismo.
    • Fraga advierte a Maragall que se puede suspender la autonomía de Catalunya.
    • Fraga le recuerda a Maragall el Artículo 8 y el 155 de la Constitución.
      A notícia em Vieiros.com:
      Fraga: 'Viva a Constitución de España!'

      "Hai unha nación indivisible e patria de todos os españois, onde o estado debe garantir a solidariedade e a igualdade de dereitos e deberes e todo o territorio". Esta frase de Manuel Fraga Iribarne resume a súa intervención durante a entrega de premios aos 'pais da constitución' no 'Foro Nueva Economía' de Madrid. Fraga polemizou no seu discurso co novo presidente da Generalitat, Pascual Maragall, quen lle advertira aos dirixentes do Partido Popular que o "drama está servido" se non adoptaban unha posición "máis reflexiva e menos agresiva" sobre a nova relación entre Cataluña e España. Fraga afirmou que fronte as "ameazas" de Maragall está un artigo 155 e un artigo 8 na Constitución onde se recolle que a misión das Forzas Armadas é garantir a soberanía e independencia de España e defender a súa integridade territorial. "Se ese é o drama que algún quere acometer, alá eles: Viva a Constitución de España!", subliñou".



    Manuel Fraga Iribarne, presidente da 'Xunta'.


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    Hipocrisia 'constitucionalista'

    No número 1108 d'A Nosa Terra da semana do 11 ao 17 do presente mês de dezembro, o Dr. Xavier Vilhar Trilho (1) denuncia a hipocrisia daqueles que se fazem chamar a si próprios 'constitucionalistas', quer dizer, os nacionalistas espanhóis, no que respeita à Constituição espanhola de 1978.

    Vilhar Trilho refere-se especialmente ao facto de o Partido Popular negar-se à revisão da Carta Magna para adequá-la às demandas nacionalistas que existem no Reino da Espanha, principalmente no que respeita às propostas de reforma dos Estatudos de Autonomia do País Basco -mais conhecido como 'Plano Ibarretxe'- e da Catalunha. Tais propostas reclamam uma transferência de competências estatais a essas duas nações, chegando algumas delas a precisas duma reforma da Constituição para se poderem efectuar -sobretudo no caso basco-.

    No Reino da Espanha há medo a efectuar reformas sobre um texto que querem manter 'virginal', protegê-lo das agressões "secessionistas" (sic) dos "que pretendem acabar com a convivência" (sic).

    Porém, e como bem aponta Vilhar Trilho, a Constituição já foi violentada quando a Espanha entrou na UE sem efectuar reformas obrigatórias no texto. Também o foi quando o Estado espanhol cedeu parte da sua soberania à UE, por exemplo a respeito da política monetária ou ao alcunho de moeda. Evidencia-se uma grave hipocrisia no facto de ceder -inconstitucionalmente- soberania do Estado a instituições externas, mas no facto de se negar a ceder-lhe-la internamente a instituições eleitas polos cidadãos.

    A Constituição já não está sem mácula. Fora a hipocrisia. Fora as carautas. Fora os falsos constitucionalistas.

    (1)Xavier Vilhar Trilho é professor de Ciências Políticas na Universidade de Santiago de Compostela.


    Manuel Aznar Zubigaray, avó de José María Aznar..



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    17 dezembro 2003

    Bascos ou navarros?

    Assim titulara ontem o jornal espanholista de direitas El Mundo umha informaçom na que se relatava que o recém criado combinado navarro -selecçom amigável de jogadores profissionais- convocou para o seu primeiro partido vários futebolistas navarros que anteriormente foram com o combinado basco.

    Por se nom percebes, isto é futebol, desporto. E já perceberás até onde chegam os longos braços e os espúrios interesses da política. E, mais umha vez, sem contar com as pessoas.

    Os jogadores 'implicados' som: José María Lacruz (defensor), Roberto Martínez Rípodas 'Tiko' (meio-campista), Ismael Urzaiz (ponta), Pablo Orbaiz (defensor/meio-campista) -estes quatro, jogadores do Athletic Club Bilbao-, César Cruchaga (defensor), Ricardo Sanzol (guarda-redes) e Patxi Puñal (meio-campista). Como navarros, é claro que gostariam de jogar com Navarra, mas como bascos -os navarros som-no- gostariam de jogar também com os seus colegas bascos.

    O País Basco está governado por umha coaliçom nacionalista entre os demo-cristãos do Partido Nacionalista Basco e os socialistas de Eusko Alkartasuna junto com os comunistas de Ezker Batua-Izquierda Unida -secçom basca do partido espanhol Izquierda Unida-. Nafarroa -nome basco da regiom- está governada por umha coaliçom de nacionalistas espanhóis que formam Unión del Pueblo Navarro-Partido Popular e Convergencia de Demócratas de Navarra. O dilema para os futebolistas é óbvio, pois a sua decisom pode ser malevolamente interpretada em termos políticos, e quaisquer das duas partes os poderia chamar de 'traidores'. A postura mais singela seria a de renunciar às duas, porque jogar com ambas é impossível ao serem os partidos Euzkadi vs Uruguai o dia 27 deste mês e o Navarra vs Burkina Fasso o dia depois.

    Apenas Cruchaga decidiu: Navarra. Porém, deixou claro que a sua elecçom fora simplesmente por ter nascido em Navarra, pois formoso para ele seria "jogar com as duas", e deixou claro o seu desejo de que nom volvessem coincidir as datas. Puñal foi rotundo ao afirmar que "a selecçom de Euzkadi é também a de Nafarroa" e que "tal e como está o clima político de Nafarroa nom é fácil optar". Pola sua parte, 'Tiko' dixo que ele e os seus companheiros do Athletic falariam entre eles para ver qual poderia ser a melhor soluçom.

    Quais podem ser as razões que expliquem esta coincidência temporal dos dous partidos? Ignoramo-lo, mas o que nom se pode ignorar é que a Federaçom Navarra de Futebol e o governo regional até há mui pouco tempo estavam opostos à criaçom dumha selecçom de futebol para jogos amigáveis. Segundo o navarro Diario de Noticias, a ideia surgiu do seu rival, o Diario de Navarra, que queria organizar um evento desportivo para celebrar os seus 100 anos de história.

    Seja como for, o certo é que o dilema o tenhem agora os futebolistas, cuja única culpa será a de sucumbir -ou nom- aos caprichos políticos.



    Umha imagem da selecçom basca.



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    16 dezembro 2003

    O eterno retorno do mesmo

    Com tam nietzscheana frase titulando este artigo pretendemos lembrar umha outra que é igual número de vezes citada do que esquecida e que alguns atribuem ao filósofo Pedro Santayana: "o povo que esquece o seu passado está condenado a repeti-lo".

    Podemos aplicar essa afirmaçom ao Reino da Espanha, que durante os quarenta anos da ditadura nacionalista espanhola de Franco esqueceu -e tergiversou- o verdadeiro passado, ocultando nos livros de texto as razões polas que pouco antes da guerra se aprovaram os estatutos de autonomia catalão e basco -o galego foi o terceiro, aprovado pouco depois de começada a contenda e graças a Castelão- para satisfazer as reivindicações destas nações ibéricas. As quatro décadas de (re)pressom espanholista passárom-lhe factura severa a todos os espanhóis -incluídos os que nom se auto-denominavam assim- quando retornou a democracia, tendo-se de refazer entre 1975 e 1978 o desfeito no 1936. E agora, no século XXI, queixam-se os nacionalistas espanhóis de que os outros nacionalistas tentamos reformar a ideia de 'Espanha'... se fôrom eles os que durante a ditadura nos figérom retroceder no avançado!

    Também podemos aplicar o exprimido acima ao país dos galegos e das galegas, que mercê aos chamados Séculos Escuros -1483-1863- esqueceu a sua tradiciçom literária e gráfica -substituídas polas castelhanas/espanholas- e, que é pior, esquecendo Portugal e o português, elementos sem os quais nom se podem explicar nem o nosso português nem o nosso país. Muitos/as cidadã(o)s da Galiza estamos (re)descobrindo a nossa língua e o nosso próprio país, convergendo pouco a pouco cara a Lusofonia, num caminho que nom é livre de polémicas -muitas vezes virulentas, embora difiram mais na forma que no fundo.

    Num ou noutro nível temos, os galaico-lusófonos estamos pagando o preço político e lingüístico de quatro décadas de ditadura espanholista e de quatro séculos de supeditaçom incontestável à castelhano-espanholista. O nosso passado, essa negra sombra que nos assombra...


    Bandeira alegórica do ingresso da Galiza na Lusofonia.



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    Portugal e Espanha

    Mercê a José Manuel Barbosa, muitos amantes de Portugal -chamai-nos lusistas se o quereis- descobrimos um extraordinário blog com o sugerente nome de Portugal e Espanha, com o subtítulo "Reflexões sobre Portugal e sobre as relações de Portugal com os seus vizinhos... em defesa de um País Íntegro e inteiro".
    Recomendamos de coraçom a leitura diária deste espaço na rede onde também aparece a ponte entre Portugal e Espanha: a Galiza, naçom lusófona sob domínio espanhol. O nosso pequeno país nom adoita aparecer em páginas portuguesas, como tampouco é habitual que desde Portugal se critique o nacionalismo espanhol como em Portugal e Espanha se faz; para além de dar umha visom das relações hispano-portuguesas fora do 'politicamente correcto'.


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    Segunda-feira, dia de Castelão em Pensa Galiza

    Hoje, 16 de dezembro, iniciamos a série dedicada ao patriota galego Afonso Daniel Rodríguez Castelão (1). Esta série irá sendo publicada no nosso blog cada segunda-feira laborável numha seqüência de duraçom nom estimada mas que aguardamos de interesse para o/a leitor/a. Pretenderá-se abordar todas as facetas deste génio -só assim podemos qualificá-lo- no uso da palavra e do grafismo, deste combativo e conscienciado político que tivo umha luita constante contra dos intolerantes por 'fazer país': um projecto nacional -Galiza- dentro dumha supra-entidade Estado -'Hespanha' ou 'Confederaçom Ibérica'-.

    Precisamente começamos hoje trazendo um texto castelaniano -adaptado à ortografia histórica- onde explica o conceito 'Hespanha' junto com as razões da sua validez e da sua legitimidade:

    "A oposiçom a Castilha salva os ataques que pudéssemos dirigir-lhe à Hespanha, cujo nome tivemos de humedecer com umha letra demais para fazê-lo respeitável aos nossos olhos, pois do seu governo apenas se nos ocorre dizer que é mais odioso por hipócrita que por tirânico. Sacamos-lhe à verba Espanha todo quanto tem de prosápia castelhana -avonda com lhe engadir um H para a derivar de Hispânia- e com ela abrangemos a Península inteira, fazendo-a sinónima de Ibéria. Hespanha para nós abre-se ao futuro com a mesma significaçom que lhe concediam todos os habitantes da península antes do primeiro acto constitutivo do Estado que agora se denomina secamente 'Espanha'. Essa Espanha inconclusa, unitária e centralista, significa umha consagraçom da hegemonia de Castilha riba das demais nacionalidades hispanas, e mal pode abalar o nosso coraçom de galegos; mas a Hespanha que deriva de Hispânia identifica-se com um ideal amado por todos, inclusive polos portugueses. O nosso separatismo, se existe, nom é por oposiçom a Hespanha, mas de Castilha, com a que, por outra banda, arelaríamos convivir em regime de igualdade. Entom, o separatismo galego -igual que o basco e o catalão- tem umha doada cura, porque é relativo e transitório. Criou-o Castilha (...).

    Nom é o mesmo dizer
    espanhol que hispano, nem serve o mesmo dizer hispanismo que espanholismo; mas nom há dúvida de que todos os povos da Península se sentem hispanos e que seriam igualmente hespanhóis de os castelhanos nom se atribuírem a posse omnímoda deste nome. (...). A hispanidade data do tempo das Espanhas e agora tenta trocar em sentimento único e centralizado em Castilha. (...).

    No Portugal acabado de se liberar do ceptro filipesco, Fr. Francisco Brandão, cronista do reino, pedia-lhe ao seu rei João IV que recusasse a Felipe IV o título de
    Rey de España porque já se lhe desunira Portugal "que he huma parte tam principal de Hespanha", e o capricho dos reis de Castilha em se nomearem reis de Hespanha era umha ofensa que se lhes fazia aos portugueses". Afonso Daniel Rodríguez Castelão, Sempre em Galiza II.

    (1) Embora seja o mais freqüente ver escrito 'Castelao', ele próprio chegou a escrevê-lo nalgumha ocasiom com til.


    Auto-retrato de Castelão.



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    15 dezembro 2003

    Integraçom no português ou integrados no castelhano?

    O perigo de castelhanizaçom da Galiza é mais grande do que adoito se reconhece. Para além da progressiva desapariçom do galego ou português da Galiza em detrimento da língua autóctone de Castilha e para além dos privilégios dos que apenas goza o castelhano no Reino da Espanha, há mais umha questom que teria de nos conscienciar ainda mais aos galegos do necessária que é a (re)integraçom na Lusofonia -mutatis mutandis- e salvar a nossa língua -veículo e transmissom da identidade colectiva dos galaico-lusófonos- da sua morte no seu berço: o perigo de ser a nossa língua absorvida polo castelhano.

    O asturo-leonês e o (navarro-)aragonês já caírom dentro das estratégias de assimilaçom castelhanizantes e hoje som impune e acientificamente estudados como "dialectos históricos del español" -triple falácia, pois nem existe 'espanhol' mas 'castelhano', nem essas línguas som dialectos seus nem som históricas, mas línguas vivas-. O galego-português da Galiza, cuja forma oficial está isolada das fortes polas da Lusofonia, corre o sério risco também de se diluir no castelhano. Analisemos os factos que nos podem levar a concluir a veracidade desta afirmaçom:
    - O castelhano usurpou a denominaçom de 'espanhol'.
    - O castelhano absorveu o asturo-leonês e o (navarro-)aragonês até o ponto de se estudarem -erroneamente- como dialectos desta língua.
    - O castelhano integrou dentro do seu vocabulário muitas palavras do seu Império -o que inclui directa ou indirectamente o actual Reino da Espanha-.

    Esta último facto é o mais pertinente para nós, pois há umha boa série de palavras que o castelhano aceitou como suas e cujas origens som exclusivamente galegas ou bem comuns à Lusofonia: 'chubasco', 'morriña' -o seu significado em galego é análogo ao de 'saudade'-, 'corpiño', 'arisco', 'ostra', 'mejillón', 'vieira', etc. -esta última despraçou a palavra castelhana 'venera'-. De seguir assim a tendência, aginha a nossa língua pode correr o perigo de ser absorvida de facto polo castelhano, e a normativa oficial para a nossa língua -inçada de castelhanismos- na Galiza nom ajuda à supervivência: nom é simplesmente 'ser', mas também 'parecer'.


    Página dum livro de texto catalão com um mapa das línguas peninsulares.



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    Mundo-R e o castrapo


    Na listagem de correio da Assembleia da Língua há dias que se anda a falar -entre outros muitos temas- sobre a intençom da empresa de televisom por cabo Mundo-R de banir a RTP da sua grelha de programaçom(1) -consumada o 1 de dezembro.

    Visitando a página web de Mundo-R podemos observar quais som as suas preferências lingüísticas: o galego espanholizado e, o que é pior -se pode haver algo 'pior'-, sem aplicar o último câmbio ortográfico desta versom deturpada da língua, aparecendo assim cousas como 'traductor' por 'tradutor' ou 'espacio' por 'espazo' -tradutor e espaço na língua comum-.

    Pois a citada Mundo-R superou-se: um membro da Assembleia da Língua contactou com eles para perguntar-lhes as razões polas que retirárom a RTP da grelha de programaçom.. e isto respondérom (2):


    Estimado Amigo:

    En resposta o seu mail, indicarlle que estoscanles estiveron en promoción no combo 3 e combo1 dentro do servicio de antena aberto de televisión. Dita promoción rematou o pasado 30/11/2003. Dende o 1/12/03, a RTPI e o canle Bloomberg en ingles, foron eliminados da programación e o canle Viaxar e exclusivo dos combos R e combo 2, dentro do servicio básico, xunto cos mellores canles temáticos de cine, documentais, deporte, música, infantils, ocio, ademais da posibilidade acceso o mejor cine de estrena e a Liga e Copa do Rei de fútbol, cos precios especiais para os equipos galegos, en pago por visión.

    Dentro do servicio en aberto disfrutaronse en promoción, como paso previo hacia o servicio básico, canles como Viaxar, Canal Cocina, o Cosmopolitan. Ademais, durante os anos 2002 e 2003, incorporaronse a nosa oferta de televisión en aberto cadeas de televisión local e EHS como resposta as suxerencias dos nosos clientes e as enquisas de satisfacción do servicio.

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    Recordámoslle que pode dispoñer dunha conta de correo electrónico gratuita se visita http://mensaxeria.mundo-r.com e se da de alta no servicio de webmail de mundo-R.com

    Ademáis poderá integrar outras contas de correo e dispoñer así dun punto único desde o que xestionar todo-los seu correos electrónicos, desde cualquier PC conectado a internet do mundo Agradecemos de todo-los xeitos o seu interesa na nosa empresa quedando a súa disposición neste mesmo buzón ou no teléfono gratuito 1445.
    Un cordial saudo.


    (1) Para consultares o comunicado do Movimento Defesa da Língua contra desta acçom, preme aqui.
    (2) Em negrita pugemos as palavras que nom cumprem a normativa oficial espanholizante do galego-português da Galiza. Nom marcamos os erros repetidos.

    Vendo tal desfeita -para além da desfeita que já é a forma 'oficial' na Galiza-, cumpre dizer mais?


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    11 dezembro 2003

    Bush começa a repartir a torta do Iraque

    George Walker Bush quadragésimo terceiro presidente dos Estados Unidos de América e invasor de dous países no seu até hoje breve e desafortunado mandato, encetou o reparto da torta iraquiana da que quedarám fora os países que nom colaborarom na ocupaçom e na destruçom desse país asiático.

    O negócio para os amigos de Bush pode resultar rendível, mas resta por sabermos se o povo estado-unidense aceitará que o seu presidente pague com sangue dos moços soldados as dêvedas pendentes com aqueles que o ajudárom a chegar à presidência.

    Com esta última manobra também queda patente qual era o verdadeiro interesse do Governo dos nacionalistas conservadores espanhóis, que realmente pouco tinha de ver com derrocar um ditador ou com pacificar o país após da guerra, mas com fazerem negócio as empresas mais directamente vencelhadas ao Partido Popular.

    Definitivamente, a política chegou a um ponto tal de impunidade que dá autêntico espanto e vergonha.



    George W. Bush, 43º presidente dos EUA.



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    Alegato contra da Constituiçom Europeia

    Por que nos situamos contrários à Constituiçom Europeia que se pretende realizar? Porque é mais um instrumento de repressom às legítimas causas nacionalistas que ainda permanecem abertas em vários países da actual Uniom Europeia. A Constituiçom Europeia defenderá a integridade territorial dos Estados membros, um facto que aos olhos os diversos povos que realmente formamos Europa nom pode ser admitido, porque é um instrumento que reforça os mecanismos dos Estados para assobalharem as nações que os componhem, pois a imensa maioria dos Estados europeus -apenas Irlanda e Portugal- nom som uni-nacionais nem respeitam a sua pluralidade interna.

    Embora este alegato seja interpretado como fruito dum exabrupto nacionalista, como anacronismo do XIX, como simples separatismo, como fúria contra a "armoniosa convivência pacífica", como espírito de ressurreiçom duns novos Balcães... cumpre aclara que nom é nada disso. Nom se pode criar umha Constituiçom Europeia que sagre assim ilegalidades como a ocupaçom espanhola da OIivença, o colonialismo interior da França, o predomínio do castelhano ou do castelhanizante na Espanha, etc. Antes de pretenderem aprovar esse texto para o que eles chamam "a Europa dos povos", é preciso -e todos os cidadãos e cidadãs e Europa temos o dever de reclamá-lo- deixar umha porta aberta para que os povos que componhemos Europa -nom os Estados como pretendem eles- poidamos decidir se queremos continuar sob o domínio dum Estado que nos despreza ou se queremos constituir-nos em entidades políticas diferentes. De nom se deixar a via aberta à secessom, o que se teria de exigir é um respeito absoluto às nações -povos- que integramos todos e cada um dos Estados europeus, sem que nengum povo tenha a supremacia dentro dum Estado que lhe permita malhar como no centeu verde no mais feble. O simples facto de que as únicas línguas reconhecidas sejam o alemão, o danês, o castelhano -espanhol-, o finês, o francês -frâncio-, o grego, o inglês, o italiano -toscano-romanholo-, o gaélico irlandês, o neerlandês, o português -galego, pois-, o sueco, o chego, o estónio, o letom, o lituano, o magiar, o maltês, o polonês, o eslovaco e o esloveno.

    Todo o que se afaste destas directrizes é continuar com os projectos de construçom dos Estados-naçom através da destruiçom das nações que componhem os estados -de todas agás umha, que encarnará o Estado-. Na Espanha idenfica-se o estado com a naçom castelhana, na França com os frâncios, na Itália com os toscanos e com os romanholos, em Suécia com os suecos -esquecendo os lapões-, no Reino Unido com os ingleses, etc. Antes dumha Constituiçom Europeia, cumpre dar o passo à verdadeira Europa dos povos -livres, of course-. E isto nom é nacionalismo, mas um berro que diz :"Nós somos Europa. Nós nom somos sub-cultura".



    Mapa das nações da UE dos quinze..




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    10 dezembro 2003

    Mais do PSdG


    José Luis Gómez, editor de Xornal.com é autor dum artigo mui eloqüente sobre o que se passa em Vigo em particular e na Galiza em geral com o PSdG e o seu Mr. Hyde -o PSOE-, fazendo a analogia entre o PSC e o PSdG -'sucursais' do PSOE na Catalunha e na Galiza respectivamente.

    Recomendamos amplamente a leitura desse artigo ao que se pode acessar desde aqui. Mágoa o da escolha idomática.

    Mais artigos recentes de Xornal referentes à crise em Vigo:



    José Luis Gómez é editor de Xornal.com

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    Até as mais pequenas batalhas merecem ser luitadas


    Periodicamente surge nos meios um tema de controvérsia legal, lingüística e mesmo sociológica: o L que se lhe pretende pôr à cidade que a oficialidade galega deu em chamar ‘A Coruña’, embora a denominaçom mais popular seja Crunha -o artigo apenas em contextos preposicionais como "vou à Crunha", igual que os portugueses dizem "vou ao Porto".

    Francisco Vázquez, o alcaide do PSOE que governa com mão de ferro em luva de seda e de jeito presidencialista a cidade herculina desde há mais de duas décadas, espanholista recalcitrante e falante dum castelhano com fortíssimo sotaque galego, é o mais firme defensor dos direitos lingüísticos dos castelhano-falantes da Galiza e de pôr o L na denominaçom da ‘sua’ cidade. Assim, quaisquer documentos oficiais saídos da câmara municipal crunhesa lozem umha dupla e curiosa ‘denominaçom de origem’: "Ayuntamiento de La Coruña - Concello de A Coruña". Nom se será que quem escreve é mau-pensado, mas nom deixa de ser curioso que a forma castelhana esteja sobre a ‘galega’.

    Num artigo de há dous invernos publicado na ultraespanholista revista El Liberal, Andrés Freire -disque galego... ou simplesmente é ‘de Galicia’?- fazia apologia da castelhanizaçom dos topónimos galegos por serem umha parte da história -da sua, acreditamos. Freire utilizou argumentos bastante perversos para justificar umha actuaçom dificilmente justificável. Entre os mais curiosos dos seus argumentos, pujo o exemplo de O Porriño -forma oficial do Porrinho-, que ninguém ousaria "traduzir nunca como El Porriño e muito menos como El Porrito", sob o pretexto -para além das connotações derivadas do significado de ‘porro’ em castelhano- de que essa vila nunca recebera "o honor" de que o seu nome re-soasse "em línguas de gentis". Tem parte de razom ao observarmos que os topónimos portugueses que variam a sua forma som mui poucos -mais abaixo uns exemplos-, e geralmente som-no bem por conhecidos, bem por serem lugares de fronteira ou bem polo uso constante das formas-, mas na Galiza variam de forma em castelhano a imensa maioria. Entom, esse critério nom se sostem.

    No fundo, todas as argumentações destinadas à justificaçom da adaptaçom, pseudo-adaptaçom e traduçom de topónimos partilham um mesmo ponto: que, por exemplo, na nossa língua escrevemos Londres e nom London, ou Nova Iorque e nom New York, ou Turim e nom Torino. Este, que é o argumento mais utilizado, quando menos no caso galego tem mui graves contradições, e essas contradições -mais umha vez- som graças à existência de Portugal -menos mal...!

    Em textos espanhóis os topónimos portugueses traduzidos apenas som Porto -Oporto-, Bragança -Braganza-, Miranda-do-Douro -Miranda del Duero, e nem sempre-, Olivença -Olivenza, sob administraçom ilegítima espanhola- e paramos de contar, porque o resto apenas som substituições fonéticas -como pronunciar o grupo ão como ao ou o j como se fosse o castelhano. Assim, temos duplas tam curiosas como Viana-do-Castelo para Portugal e Viana del Bollo para a Galiza, Sendim para Portugal e Sendín por esta terra, Teixeira para o sul e Teijeiro polo norte... Enfim, que se esse é quanto argumento tenhem, bem pobre e patético é!

    Entom, como poderíamos explicá-lo? A razom achamo-la ao pescudarmos mais profundamente na própria concepçom do Reino da Espanha polos nacionalistas espanhóis -quem, no fundo, som os únicos que defendem as formas deturpadas dos nossos topónimos, pois à progressia importa-lhe mais bem pouco o facto- e no uso da sua língua -o castelhano- como umha arma, chamando-a perversamente de espanhol, como se as outras línguas do reino nom fossem também espanholas na medida em que se falam na Espanha -nom o esqueçamos- ou na medida na que o castelhano também tem utentes em América. Essa concepçom da Espanha -já velha e insostível por nengum critério histórico coerente- substenta-se na ubicaçom das suas origens na província romana da Hispânia -que Diocleciano substituiria polas províncias da Gallaecia, da Lustiânia, da Baetica e da Tarraconensis-, no reino dos vísi-godos -antes deles já os suevos tinham um reino na parte ocidental da Gallaecia, com capital em Braga-, e na falácia histórica de que os mussulmanos disgregárom umha naçom que posteriormente reunificariam -seria engraçado de nom ser que isso o afirmam historiadores licenciados e exercentes da profissom- os Reis Católicos, Isabel de Castilha -e da Galiza, e de Leom, e de...- e Fernando de Aragom -de de Catalunha, e das duas Sicílias e de Neopátria...-, e sempre primando o elemento castelhano, sobretudo após da chegada da dinastia Borbônica -os Decretos de Nova Planta promulgados por Filipe V d’Anjou, o primeiro Borbom, uniformizárom o sistema legal e as formas administrativas da Espanha à castelhana: língua, moeda, leis, instituições...

    Sendo essas as origens do seu pensamento, unicamente temos como argumento para explicar a sua traduçom, adaptaçom ou pseudo-adaptaçom dos nossos topónimos -elementos que conformam o nosso acervo cultural e que tenhem as suas origens na nossa história e na língua do nosso povo- é a sua ideia de Espanha, umha visom imperialista à castelhana, a consideraçom da Galiza como um anaco da Espanha -Portugal nom o é, e heis a razom do respeito aos seus topónimos- sem personalidade de seu e onde deve primar todo o espanhol -que vem de fora, nom o esqueçamos tampouco- como suposto "património comum de todos os espanhóis" em detrimento do que realmente é nosso.

    Nengumha ideia, consigna, critério, concepçom, actuaçom, etc., do espanholismo é inócua ou fruito do azar. Nengumha concesom, por pequena que seja, deve ser feita: até as mais pequenas batalhas merecem ser luitadas.


    Capa do TOPOGAL, programa que mostra a toponímia da Galiza na língua do país.


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    Cara onde imos, Galiza?


    O último episódio do esperpento viguês tem como protagonista a Miguel Barros –PSdG-PSOE-, quem ontem demitiu como presidente da Gestora Municipal viguesa que ocupará até o sábado as funções de Ventura Pérez Mariño -o alcaide destituído.

    Quais fôrom as razões que provocárom a decisom de Barros? Essencialmente a sua situaçom, a de ser ele o único defensor da restituiçom do pacto entre os nacionalistas galegos –BNG- e os nacionalistas espanhóis de esquerdas –PSOE- para evitar que os nacionalistas espanhóis de direitas –PP- pudessem fazer que Corina Porro se convertesse na alcaidessa de Vigo.

    Se nada o impede, o sábado a cidade olívica terá por quatro anos umha nacionalista espanhola e falante dum péssimo galego –Mariño nem a isso chega. Cara onde caminhamos? Vê-se que no PSdG quem realmente manda é Francisco Vázquez –o alcaide da Crunha, o gram defensor de Mariño... pola sua aversom à língua galega?- e que Emilio Pérez Touriño é apenas um zero à esquerda.

    A demissom de Barros amostra bem às claras o rumo do PSdG-PSOE, que cada vez é menos PSdG para ser mais PSOE. É essa a alternativa ao PP na Galiza, a de oferecer o mesmo com outra cor? É com essa gentalha que nom duvida em fazer uso das cuiteladas traiçoeiras –Carlos Príncipe, López Orozco, Sánchez Bugallo, Pérez Mariño...- com quem quer o BNG ‘fazer país’? A alternativa, meus senhores –como se nota que isto é cousa de homens!-, é ter personalidade. Está visto que o PSdG-PSOE nom pode ter personalidade se nom tem discurso próprio, único e coerente.


    Miguel Barros, ex-presidente da Gestora Municipal de Vigo.


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    09 dezembro 2003

    O PP, contra da unidade lingüística do catalão

    O Ministério de Educaçom, Cultura e Desportos (MEC) espanhol anunciou há umha semana que equiparará as matérias de 'valenciano' com as do catalão, quer dizer, que considerará o 'valenciano' como língua isolada do catalão. Os únicos apoios recebidos por tal ocorrência -só assim se pode qualificar este facto- fôrom do Partido Popular -o partido do Goberno, o partido do MEC- e de Unió Valenciana -que, vem sendo o mesmo que o PP mas à valenciã.

    O conseller de Educaçom e Cultura de Valência, Esteban González Pons, meteu mais lenha no lume ao afirmar que "Se a Catalunha quer a unidade da língua, que a chame valenciano", à vez que Josep Piqué -do PP da Catalunha- dixo que cumpria respeitar a vontade dos valencianos e ao mesmo tempo também que desde Unió Valenciana de felicitavam por umha decisom que "repeita o nosso idioma próprio".

    Desde o ponto de vista científico, nom se pode afirmar que o valenciano seja umha língua isolada do catalão. Segundo o reitor da Universitat Autònoma de Barcelona, Ramón Pascual, diferenciar entre valenciano e catalão é como afirmar a quadratura do círculo. Joan Puigcercós, de Esquerra Republicana de Catalunya (ERC) é mui gráfico ao comparar a táctica do PP em Valência com a dos russos em Moldávia. Para a formaçom política Iniciativa per Catalunya-Els Verts-Esquerra Alternativa, a determinaçom do MEC "antenta contra qualquer critério científico e contra da história e da cultura dos Países Catalães", perguntando-se Joan Herrera -vozeiro da organizaçom- se "o vindeiro passo deste Governo será considerar duas línguas diferentes o andaluz e o castelhano". Os responsáveis do Institut d'Estudis Catalans há já muito tempo que se manifestam contra da divisom lingüística que apoia o nacionalismo espanhol, e qualificárom o facto que aqui denunciamos como dumha desacreditaçom da educaçom, da cultura e do MEC por antepôr os argumentos políticos -que onde está o problema/debate de fundo- aos científicos. O Partit Socialiste del País Valencià (PSPV-PSOE) confirma todo o aqui defendido, que, em definitiva, a agressom do PP à unidade da língua catalã lhe produz réditos eleitorais -como na Galiza os seus ataques ao 'lusismo'. A Mesa per l’Ensenyament en Valencià também mostrou o seu desacordo ao considerar que a diferenciaçom entre as titulações de catalão e de 'valenciano' é "umha lamentável manipulaçom" que entra "em contradiçom com o facto de só haver umha carreira e que se chama de Filologia Catalã".

    A atitude do nacionalismo espanhol no térreo lingüístico equivale ao dito dos romanos "divide e vencerás", neste caso, divisom das línguas diferentes do castelhano que se falam no Reino da Espanha -galego-português, asturiano, basco, aragonês, occitano, e catalão- em diferentes dialectos aos que lhes dam o estatus de línguas, atentando contra o critério de unidade. Porém, defendem a unidade do castelhano irreductivelmente, que é presentado como "patrimonio común de todos los españoles" e garantia de solidez. O caso da Galiza, por nos afectar a nós, é especialmente grave quando da outra margem do rio Minho a mesma língua -mas com outra ortografia e mui poucos castelhanismos no seu léxico- é língua nacional -junto com o asturiano de Miranda-do-Douro-, sem coacções dumha outra com prentensiões de superioridade. E para impôr o castelhano onde ainda nom é a língua majoritária -"sodes, pois, uns imperialistas fracassados", dixera o galego Castelao-, a melhor estratégia é a romana.

    * Para saberes mais:

    • Recensom feita por Valentim Rodrigues Fagim do livro Os moldavos: Roménia, Rússia e as políticas de cultura, de Charles King.
    • Notícia publicada no Diari Parlem:
      Les Escoles Oficials d'Idiomes de tot l'Estat tindran l'assinatura de valencià a més de la de català
      El valencià s'inclourà com a assignatura diferenciada del català en les escoles oficials d'idiomes de tot l'Estat, on fins ara eren presents català, castellà, euskera i gallec.

      El Govern espanyol prepara un decret-llei per dur avant aquesta inciativa després que el Ministeri d'Educació, que dirigeix Pilar del Castillo, acordara dijous que el valencià s'integrara en els plans d'estudi de les escoles d'idiomes com a assignatura diferenciada del català.

      L'acord es va aprovar per unanimitat en la Comissió d'Ordenació Acadèmica del ministeri. La Generalitat Valenciana està representada en aquest òrgan pel director general d'ensenyament, Josep Vicent Felip. El decret entrarà en vigor l'any que ve.


    • Por que falamos galego? Uma resposta medieval. De Valentim Rodrigues Fagim.
    • Web de La questione della lingua



    Mapa dos territórios de língua catalã, os Països Catalans.


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    Em defesa do pacto de ERC com o PSOE. Em defesa de ERC.


    Esquerra Republicana de Catalunya (ERC), mui provavelmente, formará Governo com o Partit dels Socialistes Catalans (PSC), a secçom catalã do PSOE –embora o seu funcionamento seja mui autônomo graças a que o PSC, em origem, era partido de seu- e com os comunistas e ecologistas de Iniciativa per Catalunya-Els Verds-Esquerra Alternativa (IC-V-EA). Alguns membros de Convergència i Unió (CiU) criticárom duramente a decisom dos republicanos de se aliarem com um partido que, apesar da sua autonomia e catalanismo, segue a ser PSOE (Partido Socialista Obrero Español).

    CiU leva(va) 23 anos governando de jeito inenterrompido, quer dizer, desde o (re)estabelecimento da democracia –espanhola-, e ao seu redor tecera umha rede de controle caciquil por todo o país e que derivara numha intolerável corrupçom de muitos dos seus cárregos locais. Aliás, CiU preferira optar polo pacto com o Partido Popular nos últimos oito anos para se manter no poder, fazendo-lhe injustificáveis conceções ao nacionalismo espanhol de direitas e outorgando-lhe o seu incondicional apoio em projectos dos que os seus homólogos do Galeuzca renegavam, chegando a votar nas instituições de governo espanholas o contrário do aprovado na Catalunha. Essa baixada de pantalões nom foi passada por alto polo eleitorado nacionalista catalão, e isso ficou de manifesto no ascenso de ERC, que quase duplicou o seu número de escanos a costa do PSC e dumha CiU que resultou mui magoada. Vamos, que perdeu a sua credibilidade aos olhos dos catalães.

    Pactar com o PSC –e com IC-V-EA- nom é, possivelmente, o melhor para o independentismo catalão que defende ERC, mas tenhem um compromisso com a cidadania de restaurar a credibilidade das instituições catalãs e dos políticos do país, e pactar com CiU –após todas as críticas que se lhe figérom por corrupçom- nom seria a melhor das vias. O projecto de construçom nacional de CiU, até certo ponto elitista e afastado das necessidades de amplos sectores da cidadania, difere bastante do de ERC, comprometido com os mais favorecidos da Catalunha e com as demandas do cidadão comum –ensino, sanidade, orçamentos, seguridade... Já o dixo Josep Lluís Carod-Rovira, futuro conseller en cap –conselheiro em cabeça, vice-presidente- e líder de ERC: “antes do que umha reforma do Estatut, cumpre revisar o sistema de financiamento para acometer as reformas que temos pensado fazer”. Isso é o seny –sentido comum, sentidinho- catalão em estado puro. Visquin ERC i els Països Catalans!


    Carod-Rovira no acto “ERC, ponto de encontro da gente activa. Polo progresso, pola cultura e pola liberdade”.



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    04 dezembro 2003

    Mediocridade jornalística num meio... profissional?

    Em El Correo Gallego -El Porreo Gallego, jornal zómbico galego para a boa gente da VA-CA- com data do 3-12-2003 falou-se da homenagem que o escritor -sobretodo de poesia, mas também de narrativa e de teatro- luguês Manuel Maria Fernández Teixeiro ia receber em Monforte de Lemos. O escrevedor Ángel Arnáiz -servo da direita nacionalista espanhola na província de Lugo- foi quem deu conta da boa nova. Assim os leitores desse vozeiro do PP na comarca de Santiago pudérom saber que o cantro por excelência da Terra Chã lhe ia dar nome a umha rua monfortina, além de haver também diversos actos de homenagem como entregas de livros, um econtro com as crianças do concelho, um recital poético...

    Mas Arnáiz, em mais um acto de mediocridade jornalística, refere-se a Manuel Maria como "el autor de Muiñeiro de Brétemas". Um -bom- jornalista escreveria -na língua pequeno-imperial- "el autor, entre otros, de Muiñeiro de Brétemas". Mas nom só isso, pois a mediocridade é maior ao ser notar à perfeiçom que igual que pujo Muiñeiro de Brétemas (1950) pudo ter posto Morrendo a cada intre (1952), Os Soños na gaiola
    (1968), Laio e cramor pola Bretaña (1973), Poemas pra construír unha patria (1977), Oráculos para cavaliños do demo (1986), etc., quer dizer, que pujo um título para encher espaço, mas nom por nengum critério em especial.

    Nós nom é que sejamos perfeitos, mas algumhas cousas dizem-chas ao começares a carreira. E para rematar ponhemos um poema de Manuel Maria. Nom é o mais significativo. Se quadra nom é o mais belo. Mas por simples honestidade aclaramos que está aqui porque nos gosta -e adaptado também por nós à ortografia histórica. Assim de simples.

    Galiza
    Galiza docemente
    está olhando ao mar,
    tem vales e montanhas
    e terras para labrar.

    Tem portos, marinheiros,
    cidades e labregos
    cargados de trabalhos,
    cargados de trafegos!

    Galiza é umha mai
    velhinha, sonhadora,
    e na voz da gaita ri,
    na voz da gaita chora!

    Galiza é o que vemos:
    a terra, o mar, o vento...
    Mas há outra Galiza
    que vai no sentimento!

    Galiza somos nós:
    a gente mais a fala.
    Se buscas a Galiza
    em TI tens de atopá-la!



    Manuel Maria Fernández Teixeiro



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    A RAG, a Emilia Pardo Bazán e a Caixa Galicia


    Abraiante. Abraiante ler ontem que a Real Academia Galega honrará a memória da escritora corunhesa Emilia Pardo Bazán (1851-1921), e tudo mercê a injecçom económica que receberá da Caixa Galicia.

    Segundo o presidente da RAG, o historiador Xosé Ramón Barreiro, o que se procura é realzar a "egrégia figura" da escritora galega em língua espanhola. Será, Barreiro, que a Xunta nom paga bem e tendes de procurar os quartos noutros lugares?

    Pois anda que nom é engraçado -ou isso, ou simples vergonha- que esta instituiçom vaia agir agora pola figura dumha das, mui possivelmente, pessoas nadas neste país que menos fijo -tanto literária como humanamente- por ele. Por pôr só um exemplo, o livro Los pazos de Ulloa, onde os galegos somos umhas bestas incapazes de controlar os instintos primários, ignorantes, sem nengumha caste de modais... e falantes habituais dum "dialecto rústico" -apenas como elemento folclórico que nem mereceria sem conservado.

    E segundo o manda-mais da Caixa Galicia, Jose Luis Méndez, trata-se de fazer-lhe justiza a um "dos mais particulares sinais de identidade da Galiza". De acordo, aceitamos polvo como animal de companhia.


    Emilia Pardo Bazán



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    O silêncio... dos assassinos


    Mais umha vez temonos de parabenizar porque na imprensa espanhola existam -ainda- pessoas como Javier Ortiz, capaces de analisar e opinar sobre o momento histórico no que vivemos sem se inibir pola natureza do meio no que escreve -neste caso, em El Mundo, da direita nacionalista espanhola-.

    Ontem, 4-12-2003 ressuscitou um tema cuja presença nos mídia espanhóis é habitual todos os anos, mas cuja força nem sempre é vissível. Através dumha parábola quási-perfeita levou-nos à crua realidade: republicanismo ao fascismo e à democrácia. Um mui breve -quase imperceptível- percurso pola história recente do Reino da Espanha eu que está mui ligado ao texto publicado ontem com título Nem tu és salvo, Videla: o facto de a fim ditatura de Francisco Franco nom ir acompanhada -nem entom nem hoje- por juízos aos cómplices da repressom, dos massacres, das das fossas comuns, dos passeios...

    Embora seja evidente o silêncio dos assassinos, ainda se escuita a voz das vítimas e das suas famílias pedindo justiza. O 26 do mês passado tivo lugar no Congresso dos Deputados espanhol umha homenagem às vítimas. O único partido que se abstivo de participar foi o Partido Popular. É evidente que esta formaçom que se auto-erige como guarante da democracia e da "unidad nacional" se segue a dar por aludida e nom renega das suas origens, as origens dum partido criado por um ministro franquista, Manuel Fraga Iribarne, cuja reponsabilidade polos massacres de Zaramaga e de Montejurra ainda está por esclarecer.

    Mui eloqüente Ortiz: "Para quando a proibiçom expressa de homenagear a quem fôrom os nossos verdugos? Para quando a expulsom da vida pública de aqueles que participárom personalmetne na nossa repressom e seguem em cárregos oficiais excelentemente remunerados com os nossos impostos?".

    Texto original íntegro de Javier Ortiz:

    Semáforos republicanos

    -Parece que Barcelona está llena de semáforos con los colores de la bandera republicana -me dijeron el sábado.
    Pasé allí el pasado fin de semana.
    -¿Sí? -respondí, incrédulo.
    Estaba con un grupo procedente de Madrid. Gente relacionada con el mundo de la Enseñanza. Personas abiertas, librepensadoras. No comentaban lo de los semáforos en mal plan. Sólo como curiosidad.
    -¡Caramba con Esquerra Republicana de Catalunya! ¡Qué rápido hace notar su avance!

    Horas después se lo comenté a un amigo que es catedrático de la Universidad de Barcelona. Le entró la risa.
    Los semáforos republicanos de los que mis compañeros de expedición habían visto «llena» Barcelona -me explicó- son tres, en total. Mis amigos habían acudido a un Congreso cuya sede se encontraba precisamente en el lugar donde están los tres semáforos en cuestión.Que no tienen nada que ver ni con ERC ni con las recientes elecciones, por lo demás. Fueron puestos allí hace más de una década por el Ayuntamiento de Barcelona para acompañar la inauguración del vecino Pabellón de la República, edificio universitario que es copia del que la República Española exhibió en la Exposición Universal de París de 1937.

    La anécdota me dejó pensativo. Sin ninguna mala voluntad, gente bienintencionada -doy fe de su ausencia de malicia- había tomado un dato real, del que sólo conocía la apariencia, como exponente de un fenómeno general tan insólito... como inexistente.

    ¡Qué cuidado hay que poner a la hora de elevar lo particular a la categoría de general! Es tan fácil patinar.
    Hablé luego con otros que conocían la historia de los semáforos. Me dijeron que su existencia es un ejemplo de normalidad democrática y de respeto al pasado.
    Una explicación bonita. Pero falsa.
    Por estos pagos la normalidad rara vez es normal. La réplica barcelonesa del Pabellón de la República fue inaugurada por los Reyes. Para no molestarles, la placa que conmemora el hecho lo describe como «Pabellón del Gobierno de España», eludiendo la referencia a la República y pasando por alto el hecho de que el edificio no representó al Gobierno de España, sino al Estado español. Al de 1937. Es decir, a la República.

    Al Ayuntamiento de Maragall el recuerdo histórico se le quedó entre Pinto y Valdemoro.
    Es como el homenaje del lunes en Madrid a las víctimas del franquismo.
    Me produjo la misma desazón moral e intelectual. Si quienes combatimos el franquismo tuvimos razón, ¿para cuándo los ajustes de todo tipo que corresponden, incluyendo los que afectan a la enseñanza de Historia que reciben los escolares? ¿Para cuándo la prohibición expresa de homenajear a quienes fueron nuestros verdugos? ¿Para cuándo la expulsión de la vida pública de aquellos que participaron personalmente en nuestra represión y siguen en cargos oficiales excelentemente remunerados con nuestros impuestos?
    Estoy de acuerdo: ellos no huelen a naftalina. ¿Quieren que les diga a qué huelen?






    Javier Ortiz, colunista de El Mundo


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    03 dezembro 2003

    Nem tu és salvo, Videla


    Pinochet, Milosevic, Fujimori... Começa a engrossar a lista dos ex-ditadores por cujos crimes serám julgados adequando-se às leis vigentes e nom mediante a força de exércitos nem graças à vingança popular. A ti, Jorge Videla, também che chega a hora, a hora de renderes conta diante das famílias de aqueles que mandache matar.

    Pinochet salvou por velho. Milosevic ainda nom foi condenado, mas será-o polo horrível dos seus crimes. Fujimori librou porque no último momento lembrou que nom era peruano, mas japonês. Tu, Videla, oxalá tu nom tenhas a sorte de librares e sejas julgado polos teus crimes.

    A fiscalia de Nürenberg segue-che os passos para demandar-che explicações polo assassinato de dous cidadãos alemães, Elisabeth Kaesemann e Klaus Zieschank quando tu eras o máximo responsável de todo o que se passava na Argentina.

    Nom foi polo assassinato de galegos -dos que tu provéns-, mas de alemães, polo que talvez se faga justiça. A vida é-che, certamente, mui imprevissível, Jorginho.




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    O delegado do Goberno no País Basco reitera as suas ameaças aos empresários que apoiem o 'Plam Ibarretxe'


    Na cadena COPE -emissora vinculada à seita integrista católica Opus Dei, Enrique Villar dixo nom saber por que a confederaçom de empresários bascos -ConfeBask- estava tam indignada polas declarações em que ele se pronunciara contra dos empressários que apoiassem o Plam Ibarretxe.

    Certamente ele nom ameaçou directamente os empresários, mas incitou subtilmente à  sabotagem económica como medida dissuasória: "o que gasto gasto-o com quem quero e onde quero". Com medidas assim pretendem frear o projecto do executivo de José Antonio Ibarretxe?

    A sabotagem aos empresários bascos até certo ponto umha sabotagem à economia basca, e o que se procura nom é tanto a des-adessom ao plam como criar um clima adverso a ele no seu da cidadania. É evidente que o senhor Villar esqueceu por completo que o inimigo a bater nom é Ibarretxe, mas ETA, e que quem mais sofre ETA é o Povo Basco, e que maltratando a economia basca o único que se conseguirá será mais sofrimento para os bascos e para as bascas.

    Aliás, o facto de ele considerar "antidemocráticos" àqueles que apoiem ao lehendakari -presidente do Paí­s Basco- revela que o verdadeiro talante antidemocrático procede de Enrique Villar ao coutar o direito elemental da liberdade de expressom que deve imperar em toda democracia. Nom esqueça a tampouco o senhor Villar que José Antonio Ibarretxe foi eleito pola maioria dos cidadãos bascos, facto que lhe outorga legitimidade para presentar o seu plam -'presentar', que nom igual que 'aprovar'-. Apenas o colunista d'El Mundo, Javier Ortiz, se atreveu recentemente a fazer tam sérias e contundentes manifestações: "Senhor Ibarretxe, nom apoio o seu plam, mas defenderei até a morte o sei direito de apresentá-lo".

    As frases:


    • "Eu quando me trabuco pedo perdom, mas nom vai ser o caso".
    • "O Plam Ibarretxe é absolutamente antidemocrático, ilegal, contrário à Constituiçom".
    • "Agora ataca-se, agora nom pode haver indefinições".
    • "O empresário, que tem detrás poder económico, uns obreiros, uns clientes, tem-se de definir, isso é o que eu lhes digo, aqueles que se definam pola comodidade a curto [praço], de viver de acordo com o Plam Ibarretxe, podem ter problemas de vendas com muitas pessoas em Euskádi e no resto da Espanha".
    • "(...) o que gasto gasto-o com quem quero e onde quero".


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    López Veiga afirma que se poderia repetir o do Prestige


    O conselheiro das pescas, porém, defendeu num Pleno do Parlamento Galego que se estivo melhor preparado que quando o Erika provocara umha maré preta na França.

    José Henrique López Veiga desautorizou mais umha vez ontem o presidente do governo autónomo, Fraga Iribarne, ao qualificar de "radicalmente falso" as declarações deste de que umha outra maré preta como a provocada polo Prestige nom se poderia produzir jamais na Galiza, re-editando-se assim o mesmo espectáculo de declarações contraditórias que ambos os dous mantivérom pouco mais de duas semanas antes.

    A respeito dos meios disponíveis para combater novas catástrofes, declarou que o facto de contar com buques antipoluçom "nom é a panaceia", embora "ajudem a recolher fuel em determinadas condições", porque "na luita contra da maré preta nom existem a panaceia". As barreiras que venhem utilizando para reter o fuel no mar tenhem "umha limitadíssima utilidade", pois os fortes ventos impedem-lhes reter praticamente nada.

    Porém, o conselheiro defendeu intensamente as medidas de prevençom aprovadas polo governo central espanhol polo governo autonómico, concretadas em sete reais-decreto, que "farám muito mais remoto" mais um Prestige e que "melhoram" as condições de segurança em todos os aspeitos, visom esta que os grupos da oposiçom nom compartilhárom ao acreditarem que o substancial está hoje "na mesma situaçom" que há um ano.


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    02 dezembro 2003

    Apresentaçom:
    Pensa Galiza é umha página web que nasceu em fevereiro de 2002 com o objectivo de agir por um pequeno país que se chama Galiza. Esse é o nosso único objectivo. O único meio que para isso usamos é o trabalho constante.
    Oxalá com o nascimento do PensaGZ-Blogger se aconsiga mais um pequeno espaço de opiniom na língua nacional da Galiza, o galego-português.

    Atenciosamente:
    PENSA GALIZA


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