20 setembro 2005

Pensa*Galiza ~ trabalhando no regresso




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29 abril 2004

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22 abril 2004

Efemérides do dia



  • 1065. Obervada uma supernova na nebulosa do Caranguejo.
  • 1296. O rei catalão Jaume I conquista Alacante aos muçulmanos e aos castelhanos.
  • 1451. Nasce Isabel A Católica, rainha castelhana.
  • 1500. O português Pedro Álvares Cabral é o primeiro europeu em avistar a costa do actual Brasil.
  • 1509. Henrique VIII (causante do cisma anglicano) sucede o seu pai no trono.
  • 1529. O Tratado de Tordesilhas divide em duas partes (ocidental e oriental) as terras descobertas para Portugal e a Espanha.
  • 1659. Richard Cromwell dissolve o Parlamento inglês.
  • 1724. Nasce em Königsberg (actual Rússia) Imanuel Kant, filósofo prussiano.
  • 1746. Nasce em São Mamede dos Anjos (Oroso, Crunha) António Francisco de Castro, conhecido como o Segundo Cura de Fruime (o primeiro fora Diogo António de Cernadas e Castro), sacerdote e escritor liberal.
  • 1766. Nasce Madame de Staël, escritora e pensadora.
  • 1834. Acordo entre Portugal, a Inglaterra e a França para ajudarem aos anti-carlistas na Espanha: Tratado da Quádrupe Aliança.
  • 1846. Sai o terceiro e derradeiro número de La Revolución, publicação voceiro da Junta Superior da Galiza (órgão de governo liberal).
  • 1864. O Congresso dos EUA aprova a Coinage Act 1864 que estabelece o gravado da legenda In God We Trust nas moedas do país.
  • 1866. Promulga-se a Nova Reforma do Principado de Andorra.
  • 1870. Nasce Vladimir Ilich Ulianov quem passaria à história polo sobrenome de Lenine.
  • 1899. Nasce o escritor Vladimir Nabokov.
  • 1915. Durante a I Guerra Mundial, são utilizados, pola vez primeira, gases asfixiantes com fins bélicas.
  • 1928. A cidade grega de Corinto é destruída por um terremoto.
  • 1937. Nasce Jack Nicholson, actor estado-unidense.
  • 1941. Nasce José Guilherme Merquior, sociólogo, escritor e diplomata brasileiro.
  • 1945. Reacção popular em Génova (Itália) contra os ocupadores alemães.
  • 1948. Forças judeias fazem-se com o controle da cidade palestina de Haifa.
  • 1972. Protestas maciças nos EUA pola Guerra do Viet-Nam.
  • 1977. O pleno da Corporação Municipal de Santiago de Compostela aprova a criação do Museu do Povo Galego no mosteiro de São Domingos de Bonaval.
  • 1993. Abre em Washington o Holocaust Memorial Museum.
  • 1994. Morre Richard Nixon, ex-presidente dos EUA.
  • 1996. União das federaçõs municipalistas galegas numa só após do acordo entre a Federação Galega de Municípios, a Federação de Municípios Rurais e a Federação de Concelhos Galegos.



A rota seguida por Cabral.


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21 abril 2004

Efemérides do dia



  • 1509. Morre Henrique VII da Inglaterra.
  • 1729. Nasce a czarina Catarina II da Rússia.
  • 1792. Morre Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, considerado mártir da independência do Brasil brasileiro (uma equipa brasileira de futebol tem o seu nome e um tigre dentes-de-sabre no escudo).
  • 1816. Nasce Charlotte Brontë, escritora germano-britânica (irmã da também escritora Emile Brontë).
  • 1824. Nasce Josep Clavé i Camps, músico e político catalão.
  • 1834. No Reino da Espanha, um Real Decreto estabelece os partidos judiciais de todas as províncias.
  • 1864. Nasce Max Webber, sociólogo alemão.
  • 1884. A Igreja Católica persegue a massoneria.
  • 1898. Williiam McKinley, presidente dos EUA, declara-lhe a guerra à Espanha polo afundimento do Maine.
  • 1910. Morre Mark Twain (pseudónimo de Samuel Langhorne), escritor estado-unidense.
  • 1912. Nasce Marcel Camus, escritor francês.
  • 1915. Nasce Anthony Quinn, actor estado-unidense de origem mexicana.
  • 1926. Nasce Isabel II, actual rainha do Reino Unido.
  • 1927. Benito Mussolini promulta a Carta de Trabalho pola que a Itália passa a ser um 'Estado corporativo'.
  • 1931. Alfonso XIII da Espanha desembarca em Dover, primeira etapa do seu exílio.
  • 1944. As mulheres conquistam o direito ao voto na França.
  • 1946. Morre John Maynard Keynes, economista britânico e ideólogo da doutrina económica conhecida como keynesianismo.
  • 1958. Nasce Andie McDowell, actriz estado-unidense.
  • 1960. Funda-se Brasília, a capital do Brasil.
  • 1967. Na Grécia produz-se o conhecido como Golpe dos Coroneis, um golpe-de-Estado ditatorial. Centos de dirigentes políticos são deportados a ilhas do mar Egeu.
  • 1987. A Assembleia Nacional Francesa aprova o tratado franco-britânico para a construção dum túnel sob o passo da Mancha (o Euro-túnel).
  • 1994. Alexander Wolszczan anuncia a descoberta dos primeiros planetas extra-solares.
  • 1995. Grupos de agricultores franceses destruem 200 toneladas de morango espanhol.

Festas:
- Comemoração da fundação de Roma (753 a. C.).


Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes.


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Câmbio, câmbio, câmbio

         "Os tempos são chegados" e abofé que chegam! O blogue Pensa Galiza continuará, como boamente possa, com a sua actividade, mas com um pequeno câmbio: Sapo. Igual que, por exemplo, fizeram os nossos colegas do Acuso!, este blogue do Blogger será utilizado para cousas um pouco mais lúdicas e liviãs, como as efemérides e alguma que outra cousa. O labor de divulgação, de debate, de opinião, etc., que conformava o grosso deste blogue passará ao Pensa Galiza do Sapo. A direcção para acessar é http://pensagz.blogs.sapo.pt. Também se pode acessar através de www.blogz.cjb.net. Esta última é mais singela de lembrar: clicas, abre-se-che uma janela do sapo, aceitas o que diz e... chegas ao novo blogue!

         Quem já tenhais adicionado o nosso blogue ao bosso grupo de ligações, pedimos-vos que incluais o novo blogue também. Obrigados!


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20 abril 2004

Efeméride duma revolta... ou duma Revolução?


         Hoje, mais ou menos, temos de acrescentar mais uma efeméride. Mas não é uma efeméride banal, pois no contexto histórico europeu é de notória relevância ao ser um fito praticamente insólito, principalmente polo adiantado no tempo: a Revolta Irmandinha (1467-1469), baptizada (mui exageradamente) polo historiador galego-italiano Bento Vicetto como "a epopeia mais grande e admirável que registam nos seus anais todos os antigos Reinos da antiga Ibéria".

         Para entender bem este fenómeno, cumpre pôr-se em contexto. Desde 1369, a aristocracia fiel aos Trás-Tamara (que desde Henrique de Trás-Tamara governavam Castilha-e-Leão) tinha problemas para impor-se aos nobres galegos, tradicionalmente partícipes das opções perdedoras nos conflitos sucessórios (por exemplo, apoiaram a Pedro O Justiceiro/O Cruel contra Henrique de Trás-Tamara, a Afonso XII contra Henrique IV ou a Joana A Beltraneja contra Isabel A Católica) .

         Desde 1465 na Coroa de Castilha-e-Leão há um baleiro de poder produzido polo enfrontamento entre Henrique IV (herdeiro legítimo da coroa) e Afonso XII. Os grandes nobres galegos apoiarão Afonso XII (como Fernão Peres de Andrade ou o seu sobrinho-neto Nuno Freire de Andrade), enquanto a maior parte da parte da população se manterá fiel a Henrique IV. Nessa situação de baleiro de poder, e motivados polos seus interesses políticos, os nobres galegos entrarão numa dinâmica que lhes fará precisar ingentes quantidades de recursos monetários. E como consegui-los? Assobalhando com enormes impostos a população (na sua imensa maioria, de camponeses). Aliás, a continuada guerra entre os senhores polo controle da terra e dos homens que nela habitavam generalizaria a delinqüência directa e indirecta dos cavaleiros. Rouba-se gado para manter soldados e fortalezas, seqüestram-se mercaderes e campensinhos acomodados para obter dinheiro, ocupam-se as jurisdicções da Igreja (na sua maioria, fiéis a Henrique IV), etc.

         Tal situação de abusos será o que motive as classes populares (com o apoio dos contrários a Afonso XII, nomeadamente do Rei Henrique IV) a se unirem na Santa Irmandade (sendo mais conhecidos os eus integrantes por Irmandinhos), capitaneada polo fidalgo Rui Xordo. Tal associação (que muitos quiseram ver como antecedente de revoluções como a Inglesa, a Francesa ou a Russa) fez bom o dito de que 'a união faz a força', pois a força combinada dos irmandinhos foi suficiente como para pôr em sérias dificuldades os nobres galegos, tirando abaixo castelos e fortalezas várias, arassando com os bens dos nobres para pôr fim à sua tirania.

         Porém, o dissenso interno e a união dos nobres galegos terminariam com a revolta, isso sim, com o prezo de muito sangue derramado. Os derrotados foram perseguidos, e os sobreviventes viram-se na obriga de reconstruir o arrassado. Porém, os nobres não sairam (nem muito menos!) idemnes, e a humilhação e perda evidente de poder que sofreram seria vital para, já com os Reis Católicos reinantes, deslocar-se a nobreza galega à Corte castelhana no processo que Jerónimo de Zurita (cronista dos Reis Católicos) chamou "doma e castração do reino da Galiza".


Castelo de Moeche (Crunha), um
dos derrubados polos Irmandinhos
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A indecência de La Voz

RAMOM FÓRNEAS

     O jornal La Voz de Galicia há já bastante tempo que está numa dinâmica preocupante, cada vez mais próximo da mediocridade de meios da 'competência' como El Correo Gallego. Galicia Información publicou há pouco num dos seus 'Confidencial' o exemplo mais evidente da prostituiçom de La Voz ou, dito dum jeito menos ofensivo, o exemplo mais evidente de como por dinheiro já se fai qualquer cousa.

La Voz publica como publicidad un alegato machista y homófobo

     De forma inadvertida para buena parte de los lectores, La Voz de Galicia publicó el pasado día 12 como "publicidad" un increíble manifiesto firmado por un tal Ramón Carlos Regueiro Mosteiro. Una página completa que ha debido considerar muy rentable la dirección de la empresa, ya que supone una clara renuncia a los principios éticos y democráticos que dice defender. Mejor que hacer valoraciones es transcribir algunas de las joyas del alegato, iniciado bajo el titular: "Por mi "ÁGUILA y una foto trasnochada del autor.

     "POR NO SER HOMBRE, te vas a convertir en la espuerta de la mujer del futuro [subrayado]. El hombre de verdad es una criatura que la mujer aún no conoce. Hombre no es sólo aquel que tiene el sexo contrario al de la mujer (...). Antes el Género Humano se dividía en varón y mujer. Ahora, entre éstas brota otra intermedia que a mí no me gusta un carallo".

     Sigue el texto de hablando del desvío del hombre actual por "enfermedad o por descomposición cerebral" y explica que " ahora la mujer se lanza, como toda atrevida, a reclamar los atrasos hasta dejar de ser mujer, al hombre de verdad, que no tiene culpa".

"LOS ERRORES DE LOS COJONES"

     Regueiro Mosteiro sigue en su escrito hablando de confusas cualidades masculinas para concluir que "en el hombre el cerebro programa, los cojones confirman" ...). Pero en el Hombre-caballero (con mayúsculas) ," los cojones son los que han de confirmar la ruta de todo su Ser, incluso en lo intelectual (...). "Los errores de los Cojones no tienen corrección. Esto lo saben bien parte de nuestros representantes que cuando exponen sus teorías de futuro con su lengua tan amoldada a líneas de mierda, parece que van directamente al clítores de todas las putas. Y... tenemos suerte si de saciado, no nos pide de postre un maricón".

     De repente, el nuevo articulista de La Voz de Galicia deja el discurso machista en sentido estricto para lanzar alabanzas al Ejñercito. De la Iglesia dice que no confunde, pero entorpece. En cambio, "el ejército no entorpece, más bien engrandece, lo mismo que los buenos trabajadores.

     Tampoco se olvida de la universidad aunque "al no conocerla no puedo opinar, sólo noto que sigue sosteniendo intelectuales modernos que son como los burros antiguos, que siempre andan alrededor de la misma noria".

UNIVERSIDAD, GUARDIA CIVIL, JUVENTUD Y LOCALISMOS

     A la juventud no la deja en muy buen lugar: "También observo que (profesiones no) pero esa carrera corta del vaivén de quince centímetros, la deban aprobar la mayoría de los estudiantes por estar estudiándola hasta las siete de la mañana. En este sentido, el Ministerio de Cultura debiera concederles una subvención para que siguieran tocando los huevos hasta las diez".

     Contra la delincuencia también ofrece ideas enriquecedoras, aunque con ligeras connotaciones totalitarias: " (...) habría que conseguir que tanto la Guardia Civil como la Policía Nacional mejorasen su actitud como agentes del Orden, de lo contrario, corren el riesgo de corromperse por sí solas (...). Perdonarle a un delincuente es darle licencia para lo peor. A estos había que marcalos como ós cabalos na Rapa das Bestas en Sabucedo, xa verías como arreaban".

     Concluye Regueiro en su tan peculiar "anuncio publicitario" advirtiendo que "lo más peligroso para la sociedad son los Organismos de los localismos, los delincuentes de todo tipo y los que no saben o no quieren erradicar a esa calaña".

¿PUBLICIDAD U OPINIÓN?

     Una página completa de la Voz, aunque parezca increíble, fue entragada a este individuo por un puñado de euros. Lo grave no es ya lo que dice, que no es poco, sino lo que deja entrever.

     Cabría preguntarse si la situación económica del diario es tan mala como para caer tan bajo. Podríamos abrir un debate acerca de si a cambio de dinero cualquier medio privado puede publicar lo que le venga a cualquier ciudadano, haga apología del machismo, la homofobia, el fascismo o la igualdad de derechos.

     Por cierto, el escudo no es el Constitucional. ¿No tendría Bieito Rubido que dar una explicación pública sobre el asunto? ¿Se atreverían los partidos a pedir esas explicaciones? ¿Se atreverá algún colectivo a pedir excusas o condenar esta iniciativa de la todopoderosa Voz de Galicia?

     Es curioso, por último, que la Voz publique esta bazofia mientras crece indescriptiblemente la nómina histórica de articulistas que se han tenido que ir del periódico porque sus trabajos eran/son censurados o no publicados. Quizá pagando... cualquiera pueda ser columnista de La Voz de Galicia.


     Sendo assim as cousas, nom podem estranhar alguns comentários feitos por Antón Losada em Xornal periodicamente aludindo a atitudes rastreiras de La Voz de Galicia (onde ele trabalhou). Tampouco nos poderia estranhar que alguns comentaristas como José Luís Barreiro cessassem a sua colaboraçom com um jornal que é capaz de renunciar a quaisquer princípios de honestidade ou de moralidade por dinheiro. Rubido, Rubido, Rubido...


Mais 'Confidenciais' aqui.

A prova da indedência


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Artigos recentes do blogo-milho

GERMÃO DAUZ

Eis uma selecção de interessantes artigos recentes dos blogues para os que ligamos.



E, ainda que de momento não o ligamos...



Imagem tirada do Acuso! (2)


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Efemérides do dia


  • 571. Nasce Maoma, profeta do Islame.
  • 1314. Morre o Papa Clemente V.
  • 1693. No marco da Guerra dels Segadors entre castelhanos e catalães, capitula a fortaleza de Castèl-León (no Vale de Arã, zona pirenaic ao NO da Catalunha), que estava em poder dos terços castelhanos.
  • 1693. Morre o espanhol de origem portuguesa Carlos Coelho, pintor de câmara do rei Carlos II.
  • 1775. As tropas britânicas começam o assédio à cidade de Boston.
  • 1792. Em Paris proclama-se a guerra contra Áustria.
  • 1808. Nasce Napoleão III.
  • 1841. Edgar Allan Poe, publica Assassinato na Rua Morgue.
  • 1862. Completa-se o primeiro exame da pasteurização, técnica desenvolta polos franceses Louis Pasteur e Claude Bernard.
  • 1871. Nos EUA, suprime-se por lei a associação racista Ku-Klux-Klan (KKK), defensora dum país de protestantes brancos anglo-saxões (polo que perseguiram todas as minorias étnicas e raciais do país, desde os pretos aos irlandeses). No entanto, essa ilegalização não supôs o cese das actividades do 'Klan'.
  • 1889. Nasce o austríaco Adolf Hitler, líder do Partido Nacional-Socialista Alemão (Partido Nazista), chanceler da Alemanha nazista e considerado, junto com o italiano Benito Mussolini, um dos vultos do fascismo.
  • 1893. Nasce o pintor catalão Joan Miró. | Nasce Harold Lloyd, actor cómico estado-unidense.
  • 1902. Pierre e Marie Curie refinam o cloreto de rádio, mas sem o purificar (embora eles acreditassem o contrário).
  • 1912. Morre o novelista Bram Stoker, autor da novela Drácula na que se basearia F. W. Murnau para a rodagem de Nosferatu (considerado o primeiro filme de terror).
  • 1926. A Western Electric e a Warner Bros anunciam o vitáfono, um processo para adicionar sonido aos filmes.
  • 1934. Greve geral e manifestações contra a concentração fascista no Escorial (Madrid).
  • 1940. Nasce Pilar Miró, cineasta.
  • 1945. As tropas soviéticas tomam Berlim.
  • 1947. Morre Christian X, rei da Dinamarca.
  • 1949. Realiza-se a primeira prova em Nova Jersey (EUA) dum comboio Talgo, criado polo engenheiro basco-espanhol Alejandro Goicoechea. Nasce a actriz Jéssica Lange.
  • 1965. A República Popular da China oferece-lhe o seu suporte ao Viet-Nam do norte contra os EUA.
  • 1972. O Apollo 16 pousa sobre a superfície lunar.
  • 1983. Inicia-se no Panamá a Conferência da Paz para a América Central, à que assistem os chanceleres dos países aludidos mais representantes do México, da Colômbia e da Venezuela.
  • 1984. As forças afegano-soviéticas são protagonistas duma ampla ofensifa ao nor-oeste da capital afegã, Cabul.
  • 1992. El-Rei Juan Carlos I da Espanha inaugura a Exposição Universal de Sevilha.
  • 1993. Morre Mario Moreno, mais conhecido como Cantinflas, actor cómico mexicano.
  • 1998. Um Boeing 727-200 da Air France precipita-se sobre uma montanha colombiana: 53 vítimas.
  • 1999. Massacre no instituco Columbine: Eric Harris (Red,18 anos) e Dylan Klebold (VoDKa, 17 anos) entraram armados no seu instituto e dispararam sem piedade, acabando com a sua própria vida, com a de 12 companheiros mais um professor. O acontecimento reabriu o debate sobre as licenças de armas nos EUA, como bem reflectiu Michael Moore no seu documentário Bowling for Columbine.
  • 2001. No Canadá, protestos anti-globalização.



"Bram Stoker (1847-1912),
gerente de teatro e autor de
Drácula, viveu aqui (Dublin)".



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14 abril 2004

O sonho do isolacionismo produz monstros

JOÃO C. GUISÃO

     Já noutros lugares e momentos tenho advertido dos monstros que o sonho isolacionista (que já me vai causando bastante sono) produz. E, acreditai, são-vos monstros que dumas vezes provocam sensação de arrepio, enquanto doutras a sensação é mais de risa (ou de risibilidade). Dous exemplos são-nos fornecidos na (e-)imprensa de hoje. O primeiro (1, 2, 3) é o da proposta da Mesa pola Normalización Lingüística de normalizar o galego(-espanhol) na Administração de justiza. O segundo é o da suposta intenção do PSdG-PSOE de conseguir a oficialização do galego(-espanhol) na União Europeia. Vamos por partes.

     A proposta da Mesa, como muitas outras que leva feito (no pesquisador do PGL ou na Web da associação podemos topar muitas), parte de boas intenções. Ora bem, esquece sempre o que todo isolacionismo (chame-se como se chame e com o disfraz que for) esquece/pretende ocultar: a união faz a força. Inconscientemente (e favorecente atitudes bem mais conscientes) diluem as forças que a união dos galego-falantes com a Lusofonia nos poderia dar, tanto em termos de projeção internacional quanto em ajudas para a normalização do nosso português. O fato da Mesa falar da normalização do 'galego' (que, até certo ponto, já tratara aqui Pedro Gasamães) refere-a exclusivamente ao galego-espanhol, que merma quaisquer possibilidades de fazermos da união com a Lusofonia um aliciente às nossas reivindicações. No fundo, o nacionalismo espanhol que sustém as 'elites' isolacionistas enriquece-se disso, evidenciando-se a inutilidade do uso do galego-espanhol ("total, ¡si es casi lo mismo que el español!"), ao no estádio oral ser cada vez mais uma variedade do espanhol (idioma no que se está diludindo). Se a Mesa falar da normalização plena na Justiza do português (da Galiza), todos os galego-falantes ganharíamos mais.

     A proposta do PSdG-PSOE parte dos mesmos erros e vícios dos que no parágrafo anterior falei, com a exceção de que o fato da projeção internacional é realmente evidente. A notícia, tal e como a recolhe Galicia Hoxe menciona uma cousa de especial interesse para os que nos consideramos lusófonos galegos:
Para que o catalán, o vasco ou o galego sexan oficiais na Unión Europea poden seguirse dous camiños: ou consideralos oficiais a nivel de todo o estado, co que implicaría a modificación da Constitución; ou modificar a normativa europea para que se amplíe o catálogo de linguas oficiais da Unión a aquelas que non o son aínda nos seus estados. Isto último parece altamente improbábel logo da ampliación a vinte linguas a partir do primeiro de maio.
.

     Esquecendomos deliberadamente os casos basco e catalão (por não serem estritamente da nossa competência), o fato duma hipotética oficialização do galego(-espanhol) na União Europeia requerir da modificação de normativas dessa entidade supra-estatal ("altamente improvável"), o melhor seria, mui claramente, assumirmos na Galiza que a nossa língua já é oficial na União Europeia. Há muito tempo que o é, e para assumirmos isto temos de ser conscientes de como se chama internacionalmente a nossa língua: POR-TU-GUÊS. Tão simples como isso. Os benefícios são claros: aforramos dinheiro em acrescentar uma língua (que não é tal, mas corrução duma outra) ao catálogo das oficiais da UE e, aliás, seria um reconhecimento da nossa identidade lusófona. Precisamente isto último seria o que maiores benefícios nos outorgaria aos cidadãos galegos. Ora bem, isto, que como se vê seria o mais singelo a fazer, será deliberadamente ignorado por interesses políticos mui bem definidos do sempre nocivo nacionalismo espanhol.

     No triste panorama que na Galiza nos oferece o isolacionismo, sempre são de agradecer iniciativas surgidas desde o luso-reintegracionismo ou regeneracionismo do galego-português.



A Galiza, nação lusófona.



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Rechaço rotundo às touradas

J. P. GASAMÁNS

O blogue Portugal e Espanha pôs há uns dias um par de posts relativos às touradas (1, 2), tanto na Catalunha (que se está declarando como zona anti-taurina) quanto na Galiza.

O divertimento dos touros é totalmente alheio à Galiza, podendo registá-lo somente em estratos burgueses ou pequeno-burgueses da sociedade galega, nomeadamente na cidade da Crunha, governada pelo socialista Francisco Vázquez. Alguns poderiam alegar que em Portugal também há touradas, mas esquecem sempre que há uma notável diferença: lá não matam o touro.

Sem medo de meter o soco (pelo menos não em demasiada profundidade), posso afirmar que as touradas de morte são um espectáculo genuinamente espanhol e que devem ser rechaçadas por três razões básicas, a escolher qual se prefira:
  • É uma tradição alheia ao nosso país. No momento actual de intercâmbio cultural não parece que possa ser um forte argumento.
  • O touro é morto. Com certeza, poderia ser um argumento bom, muito mais se, como na imensa maioria dos casos acontece, depois não é consumido (como ocorre na Galiza com a matança do porco).
  • O touro é vítima dum enorme sofrimento antes de morrer. Qualquer pessoa de bom coração teria de apontar aqui no primeiro lugar.


As touradas, para além de serem uma prática genuinamente espanhola (pelo menos as de morte do animal) são tanto mesmo actos de grande crueldade humana. Por isso e por muitas mais cousas, façamos um chamamento por um rotundo NÃO! às touradas (espanholas).



Na imagem, o toureiro espanhol
El Juli após tourear na Crunha.


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02 abril 2004

Despedida... temporal


         Polas mesmas causas de sempre, Pensa Galiza interrompe o seu labor até o dia 13 de Abril (que, por certo, é uma terça-feira). Durante estes onze dias de ausência estaremos a trabalhar para lhe dar um lavado de cara a este blogue (que falta lhe faz, com certeza).

         Por certo, e antes de vos desejar umas felizes férias, solicitamos-vos a leitura do post (re)Construção da Espanha (admitem-se sugestões).

                   Felices férias!


As férias, cumpre passá-las
como melhor se possa.




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Efemérides do dia



  • 742. Nasce Carlos O Grande (Carlomagno), rei dos francos e imperador de parte da Europa ocidental.
  • 1284. Nasce Eduardo II da Inglaterra.
  • 1453. Mohammed II O Magnífico começo o sítio de Constantinopla, capital do Imperio Bizantino.
  • 1725. Nasce Casanova, aventureiro e escritor.
  • 1794. Em Filadélfia (EUA) acunham-se os primeiros dólares.
  • 1801. O almirante britânico Nelson derrota a flota dinamarquesa em Copenague.
  • 1805. Nasce Hans Christian Andersen, escritor dinamarquês.
  • 1840. Nasce Émile Zola, escritor francês.
  • 1872. Morre Samuel Morse, inventor do telégrafo.
  • 1914. Nasce Alec Guiness, actor britânico.
  • 1917. O Congresso dos EUA vota a favor de participar na I Guerra Mundial a favor das potências aliadas.
  • 1922. O georgiano Stalin converte-se em secretário geral do PCUS (Partido Comunista da União Soviética).
  • 1927. Nasce o futebolista húngaro-tchecoslovaco-espanhol Férenc Puskas.
  • 1930. Haile Selassie proclama-se imperador da Etiopia.
  • 1939. O Governo franquista é reconhecido polos EUA.
  • 1940. O escritor espanhol Federico García Lorca (amigo do galego Blanco Amor) publica Poeta en Nueva York.
  • 1948. Entra em vigor o Plano Marshall, ajuda financeira dos EUA para a reconstrução duma Europa devastada pola II Guerra Mundial.
  • 1949. Aprova-se o texto da OTAN.
  • 1959. Nasce o automovilista finlandês Juha Kankkunen.
  • 1969. Morre Dwight Eisenhower, ex-presidente dos EUA.
  • 1974. Morre Georges Pompidou, ex-presidente da França.
  • 1982. Começa a Guerra das Malvinas entre a Argentina e o Reino Unido.



Émile Zola.



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